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Entrevista Nuno Félix

Franco, estudioso, prático e interventivo são adjectivos que encaixam perfeitamente na descrição de Nuno Félix. Na sua primeira entrevista enquanto treinador dos Lisboa Devils, o Coordenador Defensivo Adjunto de apenas 29 anos aborda a corrente época mas também a evolução da equipa desde o primeiro treino em 2013.

Nuno, este é o teu terceiro ano nos Devils. Fala-nos um pouco do teu percurso na equipa.

O meu percurso, sinceramente, não é aquele que gostava que tivesse sido. Sempre quis jogar, nunca o escondi, e cheguei a fazê-lo por outro clube nacional [Santa Iria Wolves]. Infelizmente lesões consecutivas no joelho levaram-me a ter esta oportunidade e fazer-me pensar, mais do que no imediato, no meu futuro. A realidade é que sinto que desempenho uma boa função e que fui desenvolvendo e melhorando, ao longo destes três anos, o conhecimento pormenorizado sobre o jogo e acima de tudo pela Defesa. Mas, resumidamente, comecei como coordenador de Special Teams no

primeiro ano, no segundo acrescentaram-me funções na Defesa e este ano, o terceiro, estou só na Defesa, pois optámos (com o treinador principal) em partilhar o cargo de coordenador Special Teams.

Que diferenças encontras nos Lisboa Devils de 2013 para os de agora?

O empenho dos jogadores (que acreditam cada vez mais no staff e neles próprios), a aprendizagem conjunta de staff e jogadores (porque todos nós melhoramos de dia para dia), a melhoria de condições do clube e a ambição. Tudo isto conjugado vê-se nos treinos, vê-se na sideline nos jogos e sente-se na preparação minuciosa que temos a cada jogo. Isto deve-se em primeira instância ao André Amorim (que transportou a equipa nos três anos), ao Anthony Skinner (que me permite trabalhar e elevar a Defesa com um trabalho excepcional de atenção ao detalhe e conhecimento que nós não temos) e a outras peças fundamentais de backoffice (como o Duarte Carreira, Pedro Guerreiro, Fernando Cardoso, entre outros).

Falemos da sétima edição da Liga Portuguesa de Futebol Americano. Que balanço fazes do que já vimos até aqui?

Há dias bons e há dias maus. Tanto para o staff, como para os jogadores, como em último caso, para a equipa no seu todo. Os Devils têm mérito nas duas vitórias que conseguiram, mas principalmente no ultimo jogo com os Crusaders tiveram a sorte do jogo. Só que isto é um jogo e alguém tem que ganhar, fomos ligeiramente superiores. O Grupo Norte creio que vai ser dominado novamente pelos Porto Mutts; já no Grupo Sul há um equilíbrio claro entre todas as equipas e qualquer uma pode perder um jogo, contra qualquer adversário.

 

Janeiro e Fevereiro vão ser fundamentais para a campanha dos Devils no campeonato nacional, com a equipa a ter de fazer pelo menos cinco jogos. Que desafios isso representa para os Devils?

O objectivo dos Devils é claro e está presente constantemente. Não interessa se temos cinco jogos ou dez em dois meses. Há um calendário, é para cumprir, vamos jogar para ganhar todos os jogos.

Um desses jogos é já o deste fim‑de‑semana, onde recebemos em casa os Lisboa Navigators, equipa hexacampeã nacional e que conta apenas com duas derrotas do currículo. Como está a correr a preparação para este aquele que será sem dúvida uma das partidas mais difíceis da temporada?

A preparação está a correr bem. Estamos contentes do lado defensivo. Não temos lesões ou suspensões que nos afectem substancialmente. Sofremos 8 pontos que poderiam perfeitamente ter sido evitados no último jogo contra eles, num drive repleto de penalizações bem marcadas contra a nossa Defesa, e não o deviamos ter feito. E saiu-nos caro.
Vamos entrar em campo com a mesma ambição com que entrámos nessa partida, com que entrámos nos outros anos e com entraremos em todos os jogos. Os Navigators são a maior potência do Futebol Americano em Portugal, devemos-lhes respeito mas para sermos campeões alguém vai ter que deixar de o ser.

Lisboa Devils © Janeiro 2016