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Entrevista Anthony Skinner

Na equipa desde 2014, o canadiano Anthony Skinner deu uma entrevista ao nosso site. A antevisão e as expectativas para a próxima época mas também um balanço dos últimos dois anos nos Devils são alguns dos temas em destaque.

A Conferência Sul tem quatro equipas que, provavelmente, estão entre as mais fortes da Liga. Encaras isso como um problema ou uma oportunidade para a equipa dar o salto e melhorar?

Convém dizer que para além dos seis vezes campeões, dos Crusaders, e de uns Devils que melhoraram muito, considero os Algarve Sharks como um dos sérios candidatos à vitória.

Mas nesta análise há que considerar duas coisas: o bom e o menos bom.

O bom é que a competitividade e equilíbrio no campeonato vão ser muito acima do habitual. É na preparação, no plano de jogo e na batalha das trincheiras que se vê a qualidade de uma partida de futebol americano e é isso que permite às equipas crescer. É também bom porque permite aumentar a base de adeptos assim como novos jogadores portugueses para a nossa modalidade.

O lado menos bom: ao invés de termos uma Divisão nacional, a liga adoptou um calendário multi-fases que obrigará 4 das 6 melhores equipas nacionais a jogar entre si vezes sem conta na Conferência Sul. Ou seja, o resultado overall das equipas do Sul pode não reflectir a sua verdadeira força e pode também afectar a sua capacidade de seguir em frente na competição devido à estrutura do calendário.

É comum ouvirmos que “O Ataque ganha jogos mas a Defesa vence campeonatos”. Acreditas que a Defesa será fundamental para os Devils se sagrarem campeões?

Esse é um ditado muito famoso! A resposta curta é sim e não. Enquanto Defesa demos início a um novo ciclo na época passada onde implementámos novos sistemas e estruturas de treino. Demorámos algum tempo a consolidar essas novidades, especialmente se compararmos os primeiros jogos contra Crusaders e Navigators (derrotas por 68 pontos de diferença no total) com os últimos (total de 13 pontos de diferença). 

Este ano vamos precisar da consistência e tenacidade da Defesa que terminou a época passada se quisermos ter uma palavra a dizer na conquista do campeonato. Adicionalmente, foi minha forte recomendação durante a offseason que o clube se focasse em melhorar o lado atacante dos Devils, com novos sistemas e “poder de fogo”.

Dito isto, acredito firmemente que a equipa que cometa menos erros e que seja a mais equilibrada a executar o seu sistema de jogo será, eventualmente, a campeã.

 

Esta é a tua segunda época ao commando da Defesa dos Devils. Que diferenças identificas desde o primeiro dia em que cá chegaste até hoje?

Se há coisa que me dá satisfação enquanto treinador é quando a “lâmpada do futebol americano” se acende na cabeça dos meus jogadores. Significa que deixaram de correr atrás do portador da bola só para o tentar placar e passaram a perceber que o importante é estar no relvado e executar o papel e as responsabilidades que lhe compete, dentro do sistema da equipa. Dentro deste cenário, as placagens são um subproduto da visão de jogo e dessa correcta execução.

Esta época, os titulares e os seus backups principais têm este comportamento, o que nos permite focar nos rookies e trazê-los até esse patamar. No ano passado tínhamos 30-35 rookies.

Finalmente, uma última pergunta: onde vês os Devils dentro de cinco anos?

O futuro dos Lisboa Devils é brilhante. A direcção está comprometida com o crescimento, e a camaradagem dos jogadores é verdadeiramente como a de uma família. Esta é a receita para o sucesso! Espero também que com todo o hype que a equipa tem tido possa surgir um patrocínio substancial que, a par do crescimento ao nível dos adeptos, permita à equipa continuar a perseguir os seus objectivos, quer em Portugal quer num plano internacional.

Lisboa Devils © Novembro 2015