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Entrevista André Amorim

Nos Devils desde a sua fundação, André Amorim já foi Coordenador Defensivo, Ofensivo mas acima de tudo foi sempre o nosso Head Coach. Consigo ao leme, a equipa lisboeta já passou do 8 mas ainda não chegou ao 80. Será esta época? Esperamos que sim!

Esta é a tua terceira época como Head Coach dos Devils. O que mudou desde o dia em que aqui chegaste até hoje?

Quando aqui cheguei vinha com uma ideia daquilo que queria mas a realidade é que por muito que possamos imaginar e idealizar algo, quando abrimos uma “nova porta” não sabemos para o que vamos. Acabei por encontrar um grupo de pessoas esfomeadas por aprender, que se queriam divertir e que eram competitivas. Ao longo destes três anos e com a injecção de novos atletas, com a tentativa de utilizar os melhores recursos possíveis – instalações de treino, treinadores, apoios – fomos tentando aumentar e fomentar essa aprendizagem, o divertimento e, claro, a competitividade interna. Neste momento acredito que temos uma das equipas mais

competitivas em Portugal, apoiada por uma base estrutural ímpar e que todos os dias ambiciona ser um bocado melhor do que ontem.

Alguma vez te imaginaste a treinar um antigo jogador da NFL? Que tal tem sido a experiência?

De forma alguma imaginei que algum dia estaria nessa posição. Acaba por ser um pensamento ambíguo porque claramente estou a lidar com alguém que tem conhecimentos do nosso desporto num contexto profissional, algo que ainda não tive a oportunidade, mas ao mesmo tempo tenho que o inserir na nossa realidade, tentando ser lógico com todos os processos que nos envolvem. Felizmente tem sido um intercâmbio de ensinamentos, adaptação a realidades diferentes e, pessoalmente, tenho aprendido imenso com todo esse processo.

O que nos tens a dizer da participação dos Lisboa Devils na IFAF Europe Champions League?

Eu sei que o pensamento inicial poderá ser que isto é um salto maior que a perna. Compreendo perfeitamente este tipo de pensamento. Da mesma maneira que compreendia a ideia que estava instalada na mente de muitos “que isso é impossível de se tornar realidade”. Mas quando surgiu a ideia de participar nesta competição – uma ideia que foi zero impulsiva – calculámos muito bem os benefícios e os riscos de participarmos nela. Sabíamos e sabemos que o nosso foco principal seria e é sempre a Liga Portuguesa de Futebol Americano. Queremos ser campeões em Portugal, que fique bem claro. No entanto, sabíamos que se conseguíssemos reunir as condições logísticas, financeiras e humanas para participar numa competição deste calibre, iríamos ser capazes de proporcionar algo único para os nosso atletas. Vamos aumentar-lhes o conhecimento de jogo, dar-lhes uma experiência que até hoje não tiveram e com isso os Devils como um todo também vão beneficiar. Espero que consigamos atrair mais olhos para nós mas acima de tudo para o nosso desporto. Por isso, aquilo que tenho a dizer é que se sonharmos com algo e lutarmos por isso, conseguimos sempre alcançar. Sempre!

 

Os Lisboa Devils estão inseridos num grupo muito complicado, com Lisboa Navigators, Crusaders CFA e Algarve Sharks como “cabeças-de-cartaz”. O que esperas deste campeonato?

Irá ser o campeonato mais competitivo que aconteceu até hoje. Os Lisboa Navigators são a melhor equipa no panorama nacional, com um excelente casting de atletas e equipa técnica. Os Crusaders Futebol Americano vêm da melhor temporada que tiveram na sua história. Os Algarve Sharks reforçaram-se fortemente e vão para o segundo ano com os seus atletas rookies, sabemos que existe um salto qualitativo enorme do primeiro para o segundo ano, basta olhar para exemplos concretos na Liga Portuguesa [n.d.r. a entrevista ocorreu antes da vitória dos Algarve Sharks frente aos Crusaders CFA]. O Grupo Sul será extremamente interessante e todos os jogos serão disputados até ao último quarto. No Grupo Norte, poderá existir uma quebra maior na competitividade interna dentro do próprio grupo, mas existem várias equipas que têm um enorme historial por contrariar as expectativas e em fazerem parte dos “jogos grandes”. Por isso acredito que quando chegarmos ao momento dos jogos “a matar” na 7ª edição da Liga Portuguesa de Futebol Americano, ninguém irá querer perder os jogos.

Para terminar, uma pergunta que já fizemos ao Coach Skinner: onde vês os Devils daqui a cinco anos?

Nos dias atuais vejo os Lisboa Devils com uma estrutura extremamente solidificada para ser uma referência no Futebol Americano nos anos que se avizinham. Espero que consigamos estabelecer o Futebol Americano junto dos mais jovens, evoluir e ter escalões de formação e que tenhamos mais e melhores condições de treino. Espero que todos os atletas que passaram pelo clube no seu início e que pensem em pôr um ponto final nas suas carreiras de jogador, imaginem outras formas de continuar ligados ao desporto pois existe muito potencial interno para ter mais treinadores, mais órgãos directivos e continuar a levar os Devils a estradas nunca antes percorridas.

Lisboa Devils © Dezembro 2015